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Que se passa?

por Amarelinha, em 04.09.22

A antiga Clínica de Santo António, em Sacavém, era um corrupio de gente. Uma clientela segura, e satisfeita com os serviços, que fazia dela um sucesso.

Talvez por isso, foi comprada pelo grupo Lusíadas.

É certo que a pandemia de COVID-19 gerou um histerismo geral, que traz as salas de espera dos hospitais públicos a ¼ do que era costume, as dos Centros de Saúde nem a isso chegam, e os doentes, que ainda continuam vivos, a maioria felizmente, esmifram-se por uma consulta médica.

O que estará acontecendo com os clientes da antiga Clínica de Santo António? É que ali não os vejo.

Haverá menos acordos? Haverá menos médicos? 

É certo que as marcações com a secretária digital “Luzzi” são tudo menos fáceis. Faz o percurso todo na sua voz robótica e, já no fim, costuma abortar a marcação. Estou fartinha dela até às orelhas. 

Mas ver a sala de espera nas consultas, da Clínica dos Lusíadas em Sacavém, assim, deserta (quando prestei atenção a isso, estávamos cinco pessoas), leva-me a crer que o objetivo será encerrá-la.

Se não é, por favor, tornem aquilo mais pessoal, mais acolhedor. Mais como era antigamente.

 

 

 

publicado às 11:31

Só quem pariu é que sabe

por Amarelinha, em 26.08.22

Só quem pariu é que sabe o que sofre uma mulher em trabalho de parto, levada de hospital em hospital, por 150 km.

E não há vergonha na cara, nem dos políticos, nem dos gestores hospitalares, nem dos profissionais (vários) que tinham obrigação de cuidar dela.

Não há vergonha, nem consciência, nem misericórdia, nem a merda do juramento de Hipócrates.

Aliás, hipocrisias diversas fazem com que parir um filho seja, em pleno séc. XXI, a mesma violência animalesca que era na Idade da Pedra.

Mas adiante.

Por onde andam os médicos que nos atendiam nos Centros de Saúde e nos Hospitais ANTES da COVID-19? Trabalham? Descansam? Fazem camisolinhas de tricot? É que as consultas não são feitas. Nunca mais se retomou o sistema de trabalho anterior, que já era ruinzinho, como se sabe.

Vai havendo receituário, passado sem nos verem, e já é um grande “favor” que nos fazem.

Em que raio de atividades se ocupam eles hoje em dia, se não nos recebem em consulta, se nem sequer os administrativos nos atendem pelo telefone? Parecem querer é que vamos todos morrer, longe.

E depois queixam-se que aparece muita gente nas urgências hospitalares com incómodos que não são dignos de ali estar. Oh, que maçada! Imaginemos uma ridícula conjuntivite. Que é que é suposto o paciente fazer? Lavar os olhos com aguinha de rosas? É uma coisinha pouca, para os médicos, mas para quem a sofre incomoda que se farta. E é só um exemplo. Há-os de todos os tipos e gravidades.

Mas nos privados a coisa também tem que se lhe diga.

A minha dermatologista XPTO, que antes me via sinais com lupa, agora olha para mim lá do outro lado da secretária. Por isso, receitou-me pomada para o eczema, quando o que eu tinha era herpes. Estou-lhe mesmo grata…

O meu oftalmologista, também XPTO, até é tratado por professor, tem um tal medo de se aproximar dos doentes, que ver a graduação das lentes de correção é digno de ser filmado. Mas era um filme com duração de segundos. E não consegue disfarçar a sua enorme contrariedade. Ele está lá para assuntos mais elevados.

Na prestação de cuidados de saúde, o país regressou aos anos XXX do século passado.

As mortes estão a ultrapassar os números habituais? Claro. Como não?

Nem dá para fazermos de conta que só morrem velhos, porque é mentira.

Um país que reduziu a morte de crianças e se tornou, por isso, num exemplo, agora vê essa mortalidade aumentar. E como já ninguém junta sete filhos à mesa, é coisa para dar muito que pensar.

É triste. É criminoso!

publicado às 15:04

Melhorou! Fica registado.

por Amarelinha, em 17.05.22

Na semana passada a COVID-19 entrou cá em casa. Alguma vez tinha que ser. Já levávamos dois anos e dois meses a fazer-lhe chiquelinas.

O meu marido acusou positivo no autoteste no dia 11/5/2022 e, como nos mandam, eu fui ligar para a SAÚDE 24. Foi uma tremenda seca. Horas gastas a ouvir aquela música marcial, que até é boa, mas ninguém que esteja doente quererá ouvir. Não consegui ser atendida. Valeu-me o nosso Médico de Família.

Agora, consequência lógica, fui eu a dar positivo. E hoje, ao ligar para a SAÚDE 24 deparei-me como uma opção nova que, ao confirmarmos que temos autoteste positivo e não estamos com sintomas graves, nos direciona logo para uma área de prescrição automática do teste confirmatório.

Ainda estava ao telefone, recebi uma mensagem com instruções detalhadas. Eram 14.20h. A prescrição chegou às 15.38h. Até enviaram lista de laboratórios possíveis.

Estou encantada.           

 

publicado às 15:47


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