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Uau! Chegou ao fim. Mas não…

por Amarelinha, em 21.05.22

Hoje é o meu sétimo dia de isolamento. Amanhã já posso sair para caminhar. Se for capaz.

Há muitos sortudos que passam pela COVID-19, sem que ela passe por eles. Não têm sintomas. Eu tive uma gripalhada valente e perdi paladar e olfato. Resta-me um entupimento das vias aéreas superiores, e falta de força (física e anímica). Mal começo uma tarefa qualquer, fico num desespero de falta de paciência. Até me dá enjoo.

Para acrescentar mais um pontinho ao aborrecimento, o meu marido (com COVID também e a sua versão de gripalhada), neste período perdeu dois quilos e tal. Já eu engordei cem gramas. É pouco, eu sei, mas eu é que precisava de perder os tais dois quilos. Organismos diferentes. Resultados diferentes.

Analisando o que foi a COVID nos meus familiares, cheguei à conclusão de que a infeção ataca aquilo que são os nossos pontos fracos, sendo por isso diferente em cada pessoa.

Já sem aquela esperança de que as vacinas nos evitassem contrair o vírus, e ainda que esteja consciente de que elas evitam que fiquemos gravemente doentes, a hipótese muito palpável de que haja repetições, desestabiliza-me. Há ainda um caminho muito longo a fazer. A normalidade é ainda impossível.

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E com a guerra na Ucrânia, e as novas doenças virais que já por aí andam (varíola dos macacos e hepatite infantil), suspeito que quando voltarmos à normalidade, já não a reconheceremos. Como a água do rio, nem a normalidade, nem nós, seremos já os mesmos. 

 

publicado às 11:39


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