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Mobilidade, as reviravoltas da magana

por Amarelinha, em 27.05.22

A nova Carris Metropolitana tem como lema: “A Mobilidade Coletiva, mais simples, mais próxima e criada para o passageiro.”

Bem, ainda não vi os percursos e os horários (eles não mos deixaram ver), mas uma coisa já sei, o meu destino normal em Lisboa foi-se, finou-se. Agora, tenho que gramar com o terminal do Campo Grande, dê-me jeito, ou não. Haverá dias que sim, dias que não. Acabaram-me com a escolha. Obrigadinha, amigos!

Acredito que a mobilidade será mais simples, mais próxima, criada para mim? Não, não acredito. Já virei imensos frangos.

 

Sendo uma ex-trabalhadora dos transportes, ainda me lembro bem da Rodoviária Nacional e do famigerado Decreto-Lei nº 309/94 que a extinguiu, fazendo nascer uma miríade de filhotas privadas. E gerando um pacote de rescisões “amigáveis” e um autêntico inferno para os que ainda iam ficando. Optei por sair também.

Por estranho que pareça, o que mais me chocou foi negociar a rescisão com o meu amigo JM, que assumiu a sua posição de negociador com tal tenacidade, que parecia nunca nos termos conhecido e eu ser um inimigo a abater.

Tenho-me questionado ao longo dos anos se a última rescisão que ele negociou terá sido a dele. É que naquele seu desempenho ele trilhou a consideração que o pessoal nutria por ele. Se ficou, deve ter ficado muito sozinho.  

 

Será que este movimento inverso, que cria uma empresa enorme, assimilando uma porção das tais filhotas, vai gerar mais um pacote de rescisões?

Ver nascer este novo gigante, deixou-me verdadeiramente estupefacta.

publicado às 21:23


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