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Andei por Bilbao

por Amarelinha, em 11.07.19

Como já me pesa a idade, programei cinco dias para ver Bilbao.

Gostei de tudo naquela cidade:

Das gentes, solícitas, amáveis tão alegres. A tristeza que eu levava por mais uma briga com a minha mãe, sentia-se quase insultada por tanta felicidade à minha volta. O que eles gostam de uns copos à tarde, acompanhados por uns pinchos, para porem a conversa em dia. Admiro-os. Mas também admiro que os possam pagar. Eu não poderia andar todos os dias na "boa vai ela". Adorei aquela gente.

Das comidas, petiscos sem fim. Maravilhosos. Nunca tinha estado num lugar onde apenas comesse comida tradicional desse lugar. Vim de lá com o estômago feliz, e a balança rezingona. Não gostei nada de vê-la informar 70,300kg. Ia-me dando uma coisa má.

Da arquitetura. Tudo ali parece ser pretexto para construir bonito. 

Dos espaços exteriores, muito verde, muitas flores, tudo maravilhosamente cuidado.

Do número de turistas, que existiam q.b.. Pelo que não me senti "engolida" como em Roma, em que mal percebi como vivem os romanos. Roma tão linda, mas tão pouco Roma. Em Bilbao sentei-me com Bilbaínos, conversei com eles, vi-os no seu dia-a-dia. Senti-me em casa.

Dos transportes, tão frequentes, tão baratos. Que maravilha o Cartão Barik. Um só cartão, para 2 pessoas (dá para 9), levou-me desde o aeroporto. Serviu até na histórica ponte Byscaia (desenhada por um discípulo do Eiffel). Para eu não me cansar tanto, usámos MUITO os transportes públicos.

Dos Museus, optámos por só ver dois (o meu marido cansa-se deles). Visitei o Museu de Arte Antiga (chamemos-lhe assim). Gostei muito. Até trouxe uma gravura do quadro que mais me agradou. A lojinha tem uma máquina em que escolhes o que queres. Sai um talão. Vais pagar. Depois recebes a reprodução, que te deixa muito feliz. Tudo ali e rapidinho.

Estranhei, mas isso são fases, neste momento têm a coleção organizada de A a Z. Percorres as salas e vais encontrando todos os estilos misturados. Não deixa de ter piada, mas obriga-te a um esforço de adaptação constante, para conseguires apreciar os diferentes estilos e idades das obras.

No dia seguinte, o Guggenheim, que foi o que nos atraíu a Bilbao. Apreciei sobretudo a arquitetura exterior do edifício. O olhar passeia por cada superfície, como criança em escorrega. É magnífico. Eu aprecio o estilo. Lá dentro gostei especialmente dos espaços que envolvem os elevadores. Muito bonito.

Quanto à coleção, é moderna demais para o meu gosto. Mesmo assim houve trabalhos de que gostei. O que me deixou mais transtornada foi haver áreas muito viradas para recordar o holocausto. Penso que não podemos deixar esquecer o que foi aquele horror. Mas entrar numa sala em que está um monte (tipo monte de areia) feito de ossos humanos, é tétrico. Aquela sala tinha ainda um conjunto grande de espáduas humanas, dispostas no chão, uma a uma. É chocante. É eficaz.

O idioma basco é algo que eles usam entre si. Nunca com o turista. Pelo que falar com eles foi de uma imensa simplicidade. Quem não se entende com o idioma castelhano? Qualquer português percebe o que lhe dizem.

É daquelas cidades em que adoramos vaguear. E depois é fácil descobrir o caminho para o hotel. A propósito, O Mercure Jardines de Albia é confortável, acessível, bem situado. Recomendo.

Posto tudo isto, espero ter contribuído para que visitem Bilbao. Um lugar onde me senti muito segura e lindo, lindo. 

 

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publicado às 08:59


6 comentários

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De Mãe Maria a 12.07.2019 às 15:15

vou registar na minha agenda de viagens. Gosto sempre de ler este tipo de postagens que nos ajudam a escolher as nossas.
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De Amarelinha a 12.07.2019 às 15:20

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De Anónimo a 12.07.2019 às 15:57

Olá, fui este ano a Bilbau em Março deste ano e adorei, comungo de todas as impressões que partilhas, uma pessoa sente-se muito bem vinda lá !! devias ter ido ao Azkuna Zentroa é um edifício fantástico com design de Philipe Starck.
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De Anónimo a 13.07.2019 às 10:08

Bilbao é uma cidade bonita e o centro histórico a certa altura faz-me lembrar a bela cidade doo Porto de onde sou natural. Muito recomendável para quem quer conhecer o espírito Basco e a gentileza daquela gente.

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