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O labirinto da filha da mãe

por Amarelinha, em 18.05.22

Gerir espetativas dos idosos, já com demência instalada, fazendo crivo para separar o real do imaginário, gera uma ansiedade assinalável. Hoje escrevi à enfermeira que cuida da minha mãe:

"Boa tarde, Enfermeira ****.

Depois que me telefonou a dizer que a COVID da minha mãe tinha terminado e que ela mal deu pela infeção, falei com ela. Queixou-se de que ainda está muito constipada, rouca, e enfraquecida.

A seguir falou de umas calças que vieram a colocar fecho novo e eu lhe enviei pelo correio. Disse-me que ainda bem que ficou bem colocado, porque as calças são novas. Ainda nunca foram lavadas. Ora se vieram para colocar fecho, por o outro se ter estragado, não são novas, nem perto disso.

Posto isto, existe um assunto que vem à baila constantemente: a qualidade da comida. Eu não sei o que pensar, nem o que lhe responder. Tornou-se ideia fixa?

Ela sempre foi esquisitíssima com a comida. Sei as dificuldades que colocava ao meu pai e a mim. Mas a insistência dela é tal, que não posso deixar completamente de parte que a comida servida no lar tenha piorado de qualidade. Não está ao meu alcance fazer nada quanto a isso, mas ela chega a dizer que, por causa da comida, acabará por ter que se vir embora daí, o que me preocupa bastante.

Hoje disse que comeu sopa de feijão e mais nada. Que a sopa estava boa, mas lhe fez dor de estômago. O segundo prato era polvo e ela além de não gostar, não consegue mastigar aquilo. A fruta eram nêsperas, que lhe têm dado diarreia e não as pôde comer.

Entrei no vosso site para ver a ementa. Não vi lá polvo nenhum. Hoje era sopa de legumes e perú com esparguete. A diferença é muito grande.

Preocupo-me? Não me preocupo? Preocupo-me com a qualidade da comida, ou com o aumento da demência? Sei lá eu.

Haverá alguma coisa que eu possa fazer para sossegar o espírito dela?"

publicado às 16:04

Melhorou! Fica registado.

por Amarelinha, em 17.05.22

Na semana passada a COVID-19 entrou cá em casa. Alguma vez tinha que ser. Já levávamos dois anos e dois meses a fazer-lhe chiquelinas.

O meu marido acusou positivo no autoteste no dia 11/5/2022 e, como nos mandam, eu fui ligar para a SAÚDE 24. Foi uma tremenda seca. Horas gastas a ouvir aquela música marcial, que até é boa, mas ninguém que esteja doente quererá ouvir. Não consegui ser atendida. Valeu-me o nosso Médico de Família.

Agora, consequência lógica, fui eu a dar positivo. E hoje, ao ligar para a SAÚDE 24 deparei-me como uma opção nova que, ao confirmarmos que temos autoteste positivo e não estamos com sintomas graves, nos direciona logo para uma área de prescrição automática do teste confirmatório.

Ainda estava ao telefone, recebi uma mensagem com instruções detalhadas. Eram 14.20h. A prescrição chegou às 15.38h. Até enviaram lista de laboratórios possíveis.

Estou encantada.           

 

publicado às 15:47

Estranhices

por Amarelinha, em 16.05.22

Uma amiga minha falava na necessidade que sentia de ter um blog onde pudesse colocar os textos que escreve. Diz perceber pouco de Internet e eu, que não andava a colocar nada neste blog, resolvi esvaziá-lo e oferecer-lho.

Todo o meu tempo perdi.

Meses passados sem que ela se desse sequer ao incómodo de, pelo menos, entrar, eu zanguei-me, alterei as passwords do blog e da caixa de correio e estou de volta.

Há pessoas a quem não vale a pena dar uma colherinha de chá.

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publicado às 12:35

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