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Xi! Quem me gaba sardinhas…

por Amarelinha, em 21.05.22

 

O homem andava com saudades de sardinhas fritas com arroz de tomate. Ontem saiu para ir à farmácia e voltou com as ditas. Não. Não as comprou na farmácia. Eh! Eh!

Hoje fez o almoço. Que eu comi, comi. Mas não gostei.

Não percebo o encanto das pessoas com as sardinhas, nem mesmo as assadas. A pessoa perde-se no meio daquelas espinhas todas. Quanto mais não vale um belo de um carapauzito.

Fiquei a pensar nos turistas e nas muitas vezes que os vejo a comer sardinhas. Gostarão? Ou é apenas o experimentar de um prato típico, e nunca mais pedem aquilo?

Para mim, a forma ideal de as consumir é de lata, com molho de tomate. E ainda assim, só de longe a longe.

                             Sardinha.jpg

publicado às 15:36

Uau! Chegou ao fim. Mas não…

por Amarelinha, em 21.05.22

Hoje é o meu sétimo dia de isolamento. Amanhã já posso sair para caminhar. Se for capaz.

Há muitos sortudos que passam pela COVID-19, sem que ela passe por eles. Não têm sintomas. Eu tive uma gripalhada valente e perdi paladar e olfato. Resta-me um entupimento das vias aéreas superiores, e falta de força (física e anímica). Mal começo uma tarefa qualquer, fico num desespero de falta de paciência. Até me dá enjoo.

Para acrescentar mais um pontinho ao aborrecimento, o meu marido (com COVID também e a sua versão de gripalhada), neste período perdeu dois quilos e tal. Já eu engordei cem gramas. É pouco, eu sei, mas eu é que precisava de perder os tais dois quilos. Organismos diferentes. Resultados diferentes.

Analisando o que foi a COVID nos meus familiares, cheguei à conclusão de que a infeção ataca aquilo que são os nossos pontos fracos, sendo por isso diferente em cada pessoa.

Já sem aquela esperança de que as vacinas nos evitassem contrair o vírus, e ainda que esteja consciente de que elas evitam que fiquemos gravemente doentes, a hipótese muito palpável de que haja repetições, desestabiliza-me. Há ainda um caminho muito longo a fazer. A normalidade é ainda impossível.

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E com a guerra na Ucrânia, e as novas doenças virais que já por aí andam (varíola dos macacos e hepatite infantil), suspeito que quando voltarmos à normalidade, já não a reconheceremos. Como a água do rio, nem a normalidade, nem nós, seremos já os mesmos. 

 

publicado às 11:39

Tempo Livre

por Amarelinha, em 19.05.22

Hoje em dia, tempo livre é coisa que não me falta. Falta-me é já a paciência para muita coisa.

Acabei de ler há minutos o jornal do INATEL – Tempo Livre –. Fica-me sempre aquele triste sentir de que o jornal não foi escrito para pessoas como eu, mas sim para uma elite muito fina e muito culta, que, claramente, vive num mundo diferente. Uma minoria no universo dos sócios.

Eu gostaria que o “tempo Livre” fosse capaz de me distrair naqueles momentos em que o manuseio, e até que me desse vontade de recortar uns artigos, para os guardar. Não acontece.

Mas que deveriam publicar para chegar a mim e a todos aqueles que me são iguais, ou ainda mais humildes, culturalmente falando? Quem põe defeitos, deve apresentar algumas opções.

Poderia apresentar alguns artigos de opinião, sobre temas atuais. Estimular a síntese dos dados apreendidos de várias fontes. Abrir mentes.

Poderia continuar a sugerir espetáculos, filmes e livros, dando ênfase ao que se passa no Teatro do Inatel, mas de forma mais abrangente, para chegar a faixas mais extensas de leitores.

Poderia apostar mais nos conteúdos de fruição imediata, de que são exemplo as suas palavras cruzadas e a sua crónica de Mário Zambujal. Mais páginas de jogos. Mais crónicas. Mais desafios à criatividade de quem lê.

Costumo ir de página em página lendo “As Gordas” sem me deter, até chegar à crónica de Mário Zambujal, a que não resisto, mas de que saio amiúde com uma careta. É óbvio que aquele paradigma já está esgotado e que o próprio Zambujal ficaria agradecido se o deixassem escrever algo diferente, algo que conseguisse motivá-lo. Há tantas formas de fazer humor… e precisamos tanto dele.

Entendo que a filosofia do jornal incluirá o pressuposto de que tem que ser isento de tendências, sejam políticas, éticas ou outras. Mas uma excessiva imparcialidade acarreta sempre o risco de se navegar em terrenos de completa improficuidade.

                                                  Ler o “Tempo Livre” sabe a pouco!

 

 

 

publicado às 12:11

O labirinto da filha da mãe

por Amarelinha, em 18.05.22

Gerir espetativas dos idosos, já com demência instalada, fazendo crivo para separar o real do imaginário, gera uma ansiedade assinalável. Hoje escrevi à enfermeira que cuida da minha mãe:

"Boa tarde, Enfermeira ****.

Depois que me telefonou a dizer que a COVID da minha mãe tinha terminado e que ela mal deu pela infeção, falei com ela. Queixou-se de que ainda está muito constipada, rouca, e enfraquecida.

A seguir falou de umas calças que vieram a colocar fecho novo e eu lhe enviei pelo correio. Disse-me que ainda bem que ficou bem colocado, porque as calças são novas. Ainda nunca foram lavadas. Ora se vieram para colocar fecho, por o outro se ter estragado, não são novas, nem perto disso.

Posto isto, existe um assunto que vem à baila constantemente: a qualidade da comida. Eu não sei o que pensar, nem o que lhe responder. Tornou-se ideia fixa?

Ela sempre foi esquisitíssima com a comida. Sei as dificuldades que colocava ao meu pai e a mim. Mas a insistência dela é tal, que não posso deixar completamente de parte que a comida servida no lar tenha piorado de qualidade. Não está ao meu alcance fazer nada quanto a isso, mas ela chega a dizer que, por causa da comida, acabará por ter que se vir embora daí, o que me preocupa bastante.

Hoje disse que comeu sopa de feijão e mais nada. Que a sopa estava boa, mas lhe fez dor de estômago. O segundo prato era polvo e ela além de não gostar, não consegue mastigar aquilo. A fruta eram nêsperas, que lhe têm dado diarreia e não as pôde comer.

Entrei no vosso site para ver a ementa. Não vi lá polvo nenhum. Hoje era sopa de legumes e perú com esparguete. A diferença é muito grande.

Preocupo-me? Não me preocupo? Preocupo-me com a qualidade da comida, ou com o aumento da demência? Sei lá eu.

Haverá alguma coisa que eu possa fazer para sossegar o espírito dela?"

publicado às 16:04

Melhorou! Fica registado.

por Amarelinha, em 17.05.22

Na semana passada a COVID-19 entrou cá em casa. Alguma vez tinha que ser. Já levávamos dois anos e dois meses a fazer-lhe chiquelinas.

O meu marido acusou positivo no autoteste no dia 11/5/2022 e, como nos mandam, eu fui ligar para a SAÚDE 24. Foi uma tremenda seca. Horas gastas a ouvir aquela música marcial, que até é boa, mas ninguém que esteja doente quererá ouvir. Não consegui ser atendida. Valeu-me o nosso Médico de Família.

Agora, consequência lógica, fui eu a dar positivo. E hoje, ao ligar para a SAÚDE 24 deparei-me como uma opção nova que, ao confirmarmos que temos autoteste positivo e não estamos com sintomas graves, nos direciona logo para uma área de prescrição automática do teste confirmatório.

Ainda estava ao telefone, recebi uma mensagem com instruções detalhadas. Eram 14.20h. A prescrição chegou às 15.38h. Até enviaram lista de laboratórios possíveis.

Estou encantada.           

 

publicado às 15:47

Estranhices

por Amarelinha, em 16.05.22

Uma amiga minha falava na necessidade que sentia de ter um blog onde pudesse colocar os textos que escreve. Diz perceber pouco de Internet e eu, que não andava a colocar nada neste blog, resolvi esvaziá-lo e oferecer-lho.

Todo o meu tempo perdi.

Meses passados sem que ela se desse sequer ao incómodo de, pelo menos, entrar, eu zanguei-me, alterei as passwords do blog e da caixa de correio e estou de volta.

Há pessoas a quem não vale a pena dar uma colherinha de chá.

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publicado às 12:35


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